Extensão: 110 metros
Bairro: Alto Bonito
Lei 2028/2003

Nilo Henrique Thomé,
filho de José Reinaldo Thomé e de Anna Catarina Spohn Thomé, nasceu em
Montenegro – RS, em 8 de agosto de 1918.
Recém-nascido, Nilo foi
residir na Vila Rio Novo (hoje cidade de Aratiba) ainda em 1918, localidade que
pertencia ao Município de São João da Boa Vista (hoje Erechim), onde seu pai,
José Reinaldo Thomé, trabalhou como empregado comissionado na Empresa
Colonizadora Luce & Rosa Cia. Ltda., de Porto Alegre, guiando e assentando
colonos nas regiões do Alto Uruguai Rio-Grandense e Catarinense.
Em 1922, com quatro anos de
idade, Nilo Henrique veio a residir na localidade de Perdizes (hoje Videira),
onde o pai, José Reinaldo, estabeleceu-se com bar e hotel e exerceu atividade
de agente colonizador de terras no Médio Vale do Rio do Peixe. Em 1925, por
falta de escola em Perdizes, a família transferiu-se para a Estação de Barro
(hoje Gaurama), no Rio Grande do Sul, onde instalou um pequeno matadouro e
frigorífico de suínos.
Em 1926, o garoto Nilo Thomé
foi matriculado no primeiro ano escolar no Collegio São Luiz, de Barro, onde
fez as “primeiras letras”. Ainda na infância, trabalhando na criação de porcos
e no frigorífico da família, buscou mais escolaridade. Depois de frequentar
aulas em Escola Alemã, em Barro, concluiu o curso de “Guarda-Livros”.
Apresentou-se ao Exército Brasileiro em 1938 em Santa Maria, recebendo a
dispensa em 1939 por deficiência visual. Novamente em Gaurama, entre outras
atividades, exerceu a docência complementar, atuando naquela cidade como
professor particular de língua alemã e de aritmética.
Nilo Thomé veio a fazer
parte da Deutscher Graf Von Spee,
sociedade esportiva e recreativa que reunia os gauramenses de descendência
alemã. Nilo Thomé era aficionado pelo jogo de bolão (königkegeln), esporte que praticava quase que diariamente com seus
amigos gauramenses.
Devido ao fechamento do
frigorífico da família e, depois, sendo impedido de lecionar a língua alemã,
por causa da “campanha da nacionalização”, promovida pelo governo de Getúlio
Vargas, Nilo fez como alguns de seus irmãos e um cunhado, passando a se dedicar
à fabricação e gravação de inscrições de lápides em arenito para túmulos.
Em 1941 Nilo resolveu
empreender uma viagem de reconhecimento aos novos povoados e cidades que
despontavam no Vale do Rio do Peixe, em busca de novos mercados. Com o trem,
dirigiu-se à Estação de Perdizes. Ali, conheceu e casou-se com Rene Dallazem
Thomé, no ano de 1944, quando estabeleceram-se definitivamente em Caçador,
devido aos constantes trabalhos que Nilo desenvolvia em nossa cidade.
Tiveram três filhos,
Nelcindo, Lenita Maria e Nilson Thomé.
Além das de atividades comerciais,
em 1967, Nilo Thomé constituiu com o filho Nilson a empresa Impressora
Universal Ltda., adquirindo máquina e materiais para editar o jornal “A
Imprensa”. Nesta gráfica, ele próprio atuou como sócio-gerente até 1990, quando
se aposentou.
Nilo Henrique Thomé faleceu
em Caçador, vítima de fulminante infarto do miocárdio, na manhã do dia 15 de
dezembro de 1993, com 75 anos de idade. Ele estava enchendo uma vasilha com
água, na casa do tanque de lavação de roupas, para servir ao cachorrinho que
cuidava do terreno na Rua Carlos Sperança, que ali havia ficado solto no
cercado, depois do casal se mudar para o apartamento em edifício próximo, à Rua
Nereu Ramos, e de desmanchar a casa de madeira. Foi encontrado alguns minutos
depois, caído ao chão.
Trechos
extraídos do livro “Família Thomé – História, Memória e Lembranças”, escrito
por Nilson Thomé em 2009 e compilados por sua neta, Michelle Thomé, em 2017.